A Justiça determinou o arquivamento das denúncias apresentadas contra o padre Vandilson Pereira Sobrinho, da Diocese de Barra do Garças, após conclusão de que não há provas que sustentem as acusações. A decisão foi confirmada em nota oficial divulgada nesta terça-feira (21) pela instituição religiosa.
Segundo o comunicado, assinado pelo bispo Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, as investigações conduzidas pela Polícia Judiciária Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) não identificaram elementos que comprovassem irregularidades na conduta do sacerdote.
As denúncias envolviam supostos crimes financeiros e alegações de má conduta em municípios da região sudeste de Mato Grosso. No entanto, conforme o posicionamento judicial, não foram encontrados indícios que configurassem ilícitos.
Em trecho citado pela Diocese, a decisão aponta que “não se vislumbra, portanto, na conduta do investigado, os elementos típicos dos crimes de apropriação indébita ou estelionato”. As acusações teriam sido formalizadas por um ex-seminarista que conviveu com o padre entre os anos de 2023 e 2025.
Além da apuração nas esferas civil e criminal, o caso também foi analisado internamente pela Igreja Católica. De acordo com a Diocese, o procedimento seguiu as normas do Direito Canônico e foi concluído em fevereiro de 2026, com o arquivamento das denúncias e comunicação às instâncias superiores no Vaticano.
A instituição destacou que todas as etapas foram conduzidas com rigor e transparência. No mesmo comunicado, o bispo alertou para os impactos de acusações sem comprovação e criticou julgamentos antecipados durante o período em que o caso ganhou repercussão pública.
A Diocese informou ainda que avalia a adoção de medidas judiciais para responsabilizar possíveis excessos na divulgação das denúncias, especialmente aqueles que possam ter causado danos à imagem do padre, do bispo e da própria instituição.
Com o encerramento das investigações, o padre Vandilson Pereira Sobrinho permanece no exercício de suas atividades religiosas.