Uma operação do Grupo de Apoio (GAP) da 25ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), terminou em confronto armado, perseguição e na prisão de familiares de um foragido da Justiça na noite desta sexta-feira (10), em Várzea Grande.
O suspeito, Victor de Arruda Aquino de Moraes, de 30 anos, que possui sete mandados de prisão em aberto, foi baleado após reagir à abordagem policial nas proximidades do trevo do Lagarto.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência teve início na Avenida Júlio Campos, após equipes de inteligência identificarem o suspeito conduzindo um veículo Renault Sandero. Ao perceber a tentativa de abordagem, ele iniciou fuga em alta velocidade, colocando em risco outros motoristas e pedestres.
Durante a perseguição, o suspeito perdeu o controle da direção e acabou lançando o veículo em uma ribanceira às margens da BR-163. Mesmo após o acidente, ele desceu do carro armado com uma pistola e efetuou disparos contra os policiais, que reagiram à agressão. O homem foi atingido, mas conseguiu fugir para uma área de mata próxima ao local.
Horas depois, o caso teve novos desdobramentos quando o suspeito ferido foi levado pela mãe, identificada como Eliana, e pelo padrasto, Raphael Almeida, ao Hospital Santa Rita. Conforme consta no boletim policial, o casal teria oferecido dinheiro à equipe médica para que o atendimento fosse realizado sem comunicação às autoridades.
Diante da recusa dos profissionais e da necessidade de atendimento urgente, os familiares conduziram o suspeito ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSM-VG), onde equipes policiais realizaram o cerco.
Ainda segundo a PM, Raphael tentou fugir pelos fundos da unidade hospitalar, mas foi contido. Já Eliana tentou se passar por tia do suspeito para despistar os policiais. Ao ser descoberta, ela teria provocado tumulto ao acusar falsamente os agentes de agressão, na tentativa de atrair a atenção das pessoas presentes.
Durante vistoria em um veículo Fiat Pulse utilizado pela família, os policiais apreenderam R$ 14.324,00 em dinheiro vivo. Conforme relato registrado na ocorrência, a mulher afirmou que o valor seria utilizado para ajudar o filho a permanecer fora do alcance da Justiça.
A mãe e o padrasto foram conduzidos à Central de Flagrantes e devem responder pelos crimes de favorecimento pessoal e tentativa de suborno.
O suspeito baleado permaneceu sob custódia policial após receber atendimento médico. O caso segue sob investigação, que deverá apurar a origem do dinheiro apreendido e os detalhes relacionados aos mandados de prisão existentes contra o homem.