O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (3) em uma rede social uma imagem que, segundo ele, mostraria o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já sob custódia norte-americana. Na fotografia divulgada, Maduro aparece vendado, vestindo um moletom cinza e segurando uma garrafa de água, supostamente a bordo de um navio dos Estados Unidos.
Na postagem, Trump afirmou que Maduro e a primeira-dama Cilia Flores estariam sendo transportados por via marítima para Nova York. A publicação ocorre poucas horas após o anúncio de uma operação militar de grande escala contra a Venezuela.
Durante a madrugada, o governo dos Estados Unidos confirmou ataques por vias aérea e terrestre, que teriam atingido a capital Caracas e outras cidades venezuelanas. Até o momento, não há confirmação independente sobre as circunstâncias da suposta captura nem detalhes oficiais sobre o estado de saúde dos envolvidos.
Entenda o contexto
A ação marca um novo capítulo na política de intervenções diretas de Washington na América Latina. O último episódio semelhante ocorreu em 1989, quando tropas norte-americanas invadiram o Panamá e prenderam o então presidente Manuel Noriega, acusado à época de envolvimento com o narcotráfico.
Assim como no caso panamenho, o governo norte-americano acusa Maduro de liderar um suposto esquema internacional de tráfico de drogas, conhecido como “Cartel de los Soles” — alegação que especialistas na área questionam e que, até hoje, não foi comprovada publicamente. Antes da ofensiva, os EUA mantinham uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.
Analistas críticos avaliam que a operação vai além das acusações criminais e atende a interesses geopolíticos, como o afastamento da Venezuela de aliados estratégicos dos EUA, a exemplo de China e Rússia, além do maior controle sobre as vastas reservas de petróleo venezuelanas — consideradas as maiores comprovadas do planeta.
O episódio amplia a instabilidade regional e deve provocar reações diplomáticas em cadeia nas próximas horas, tanto na América Latina quanto em outros centros de poder global.