A Polícia Civil de Nova Monte Verde (MT) investiga um possível esquema de estelionato envolvendo o proprietário de uma revendedora de veículos local, que teria causado prejuízos milionários a dezenas de moradores. O homem, de 39 anos, é acusado de revender carros já pagos, refinanciar veículos sem consentimento dos donos e captar dinheiro sob promessas falsas de investimento.
As denúncias começaram a surgir na última semana, quando diversos clientes procuraram a Delegacia relatando práticas suspeitas envolvendo a empresa. Um dos casos envolve uma vítima que quitou completamente o veículo, mas começou a ser cobrada por um financiamento feito em seu nome sem autorização.
Conforme informações repassadas por agentes da segurança pública, cerca de 30 pessoas já formalizaram queixa, mas esse número cresce diariamente. “Tem gente aparecendo o tempo todo. No início, ele ainda tentava negociar, mas com a multiplicação das denúncias, simplesmente sumiu”, contou um policial envolvido nas investigações.
Esquema vai além da venda de carros
Além dos golpes envolvendo veículos, o investigado também teria atuado fora do setor automotivo. Há registros de vítimas que emprestaram quantias em dinheiro com promessa de retorno rápido ou que entregaram economias pessoais para supostos negócios rentáveis. A reputação de empresário bem-sucedido teria sido usada como isca para conquistar a confiança das vítimas.
O golpe extrapolou os limites de Nova Monte Verde e já há registros de vítimas em outras cidades da região, como Nova Bandeirantes, Apiacás e Alta Floresta. “A estimativa inicial de prejuízo era de R$ 20 milhões, mas acreditamos que o valor final pode passar de R$ 40 milhões”, afirmou uma fonte ligada ao inquérito.
Suspeito foragido e pedido de prisão em andamento
O investigado está foragido desde que os primeiros casos vieram à tona. A Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira (8) que os boletins de ocorrência já foram reunidos e que o pedido de prisão será apresentado à Justiça nas próximas horas.
Enquanto isso, as redes sociais têm sido usadas como ferramenta para alertar a população e compartilhar informações sobre o paradeiro do suspeito. A Polícia Civil reforça o pedido para que novas vítimas compareçam à Delegacia e registrem boletim de ocorrência, garantindo que o caso seja apurado com a devida extensão.
Com informações de Arão Leite – Jornal da Cidade.