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Polícia

Banco de dados balístico utilizado pela Politec auxiliou mais de 130 inquéritos de crimes com uso de arma de fogo

Tecnologia pericial fornece subsídios fundamentais às ações destinadas às apurações criminais

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Banco de dados balístico utilizado pela Politec auxiliou mais de 130 inquéritos de crimes com uso de arma de fogo
Imagem: Politec-MT

Há quase dois anos desde a adesão do Estado ao Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou 154 ligações entre crimes cometidos em diferentes locais do país com 61 armas de fogo que foram apreendidas em Mato Grosso. Até agora, a ferramenta já auxiliou 131 inquéritos policiais.

A tecnologia pericial fornece subsídios fundamentais às ações destinadas às apurações criminais, contribuindo para a elucidação da autoria e correlação de crimes cometidos com a mesma arma de fogo.

O banco de dados que conecta todos os Estados do país na identificação de armas de fogo é utilizado em Mato Grosso desde abril de 2023.

Em uma das investigações, um único do fuzil modelo 556 “viajou” mais de mil quilômetros durante quase um ano e meio, e foi usado em assaltos nas cidades de Araçatuba (São Paulo) e Guarapuava (Paraná), em assaltos na modalidade “novo cangaço”. Além destes Estados, a Politec evidenciou que a mesma arma também foi utilizada em Mato Grosso, em assalto no mesmo modo de operação na cidade Confresa, no ano de 2023. A reconstituição do caminho da arma foi possível a partir do Sinab.

Conforme explica o Gerente de Perícias de Balística da Politec, José Roque Arfeli, a ferramenta já possibilitou a identificação de que uma mesma arma foi utilizada em mais crimes de homicídio que ainda não estavam no radar das investigações ou que não se sabiam a autoria.

“Quando uma arma de fogo é apreendida e os ‘padrões’ são inseridos no Sinab é possível determinar em quais crimes ela foi utilizada. A ideia da ferramenta é possibilitar encontrar aquilo que ninguém está procurando”, citou Arfeli.

Cada ‘hit’, ou correlação entre armas e vestígios distintos, gera um laudo que é produzido pela Gerência de Perícias de Balística e encaminhado para as delegacias de polícia,  para atender a pelo menos dois inquéritos policiais.


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