A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (18), uma operação que resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá contra integrantes de uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. O grupo é suspeito de aplicar golpes contra uma rede de supermercados de Boa Vista (RR) e de utilizar indevidamente a imagem do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), em tentativas de fraude.
As investigações foram conduzidas pelo 4º Distrito Policial, com apoio do Departamento de Inteligência (Deint) da Secretaria de Segurança Pública de Roraima (Sesp) e da Polícia Civil de Mato Grosso. Segundo a apuração, a quadrilha atua de forma estruturada, utilizando meios digitais para enganar vítimas e dificultar o rastreamento das transações financeiras.
O principal golpe investigado ocorreu em outubro de 2024, quando criminosos se passaram pelo proprietário de uma rede de supermercados e, por meio de mensagens via WhatsApp, induziram funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias via PIX. O prejuízo causado ao estabelecimento foi estimado em R$ 348.948,69.
A polícia identificou um dos investigados como líder do esquema, que contaria com uma rede de repasses envolvendo ao menos 18 pessoas. Para driblar a identificação, o grupo utilizava diversos chips telefônicos, trocados com frequência durante a execução das fraudes.
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal e determinou o bloqueio de contas de 18 pessoas físicas suspeitas de participação no esquema. Também foi decretado o sequestro de dois veículos de alto valor, avaliados em R$ 98 mil e R$ 111 mil, adquiridos logo após a fraude e considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
As apurações ainda apontaram que o grupo tentou aplicar novos golpes por meio de um perfil falso atribuído ao governador de Roraima, utilizando indevidamente sua imagem. Para os investigadores, a prática reforça a dimensão e a gravidade da atuação criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos 36 chips telefônicos em uso, 11 chips lacrados, 13 aparelhos celulares, um notebook e uma CPU, materiais que, segundo a polícia, eram empregados na execução dos golpes. As diligências em Cuiabá ocorreram por meio de carta precatória, com apoio da Delegacia Especializada Polinter, Vigilância e Capturas da Polícia Civil de Mato Grosso.
