O perfil rapidamente viralizou, tornando-se um ponto de encontro para quem deseja acompanhar o caso e contribuir com a mobilização.
Ali, Caroline:
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publica vídeos emocionados sobre a mãe e a injustiça do laudo;
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divulga atualizações sobre o processo;
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incentiva mulheres a denunciarem comportamentos agressivos;
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compartilha relatos de conhecidos sobre o histórico do réu;
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organiza campanhas e hashtags por visibilidade.
A página se tornou, nas palavras dela, “um espaço para que a verdade não seja enterrada junto com minha mãe”.
Laudo psiquiátrico que beneficiou o réu gera revolta: “Ele tinha vida normal”
O laudo criminal sobre o homicídio está concluído. Porém, um laudo psiquiátrico da Politec considerou que Daniel não teria plena capacidade de entendimento no momento do crime, classificando-o como inimputável. O cenário mudou drasticamente o rumo do processo — e causou profunda revolta na família.
Caroline se tornou a principal voz contra essa conclusão:
“Ele trabalhava, dirigia, fazia compras, convivia normalmente. Como alguém assim é declarado inimputável? Minha mãe morreu, minha irmã quase morreu, e querem tratar ele como se fosse incapaz? Isso não é justiça.”
Relatos revelam histórico de agressividade e controle
Com a visibilidade do perfil criado por Caroline, diversas pessoas que conviveram com o casal — ou diretamente com Daniel — passaram a relatar episódios preocupantes de agressividade e comportamentos abusivos.
Os depoimentos recebidos por ela descrevem que o acusado:
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tinha crises de ciúme e tentava controlar a vida de Gleici;
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era explosivo, hostil e de difícil convivência;
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tratava mal amigos, colegas e pessoas próximas;
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causava medo e afastamento em quem mantinha contato com ele;
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já apresentava comportamentos agressivos muito antes do crime.
Uma das mensagens enviadas à família desabafou:
“Ele não era agressivo só com a Gleici. Várias pessoas tinham medo dele, mas ninguém falava por receio. Agora tudo está vindo à tona.”
Esses relatos fortalecem a convicção da filha de que o réu não agiu sob incapacidade mental, mas dentro de um padrão de comportamento hostil que já era conhecido.
Filha também relembra que a irmã de 7 anos foi ferida no ataque
No crime do dia 24 de junho, a irmã mais nova de Caroline, de apenas 7 anos, também foi atacada e ferida com gravidade. Ela sobreviveu após dias de internação.
No perfil, Caroline costuma lembrar que a menina viveu um trauma irreversível:
“Minha irmã viu tudo. Ela foi ferida. Como uma criança olha para isso e a Justiça diz que ele não sabia o que estava fazendo?”
Movimento cresce e ganha apoio comunitário
O perfil criado por Caroline impulsionou hashtags como #JustiçaPorGleici, que circulam em grupos de Lucas do Rio Verde e cidades vizinhas. Moradores começaram a enviar relatos, apoiar publicações e pressionar o Judiciário.
Páginas locais, entidades de proteção à mulher e coletivos de direitos humanos também replicaram as denúncias.

“Eu não vou parar”, diz a filha
Mesmo emocionalmente abalada, a jovem afirma que vai continuar lutando:
“Esse perfil existe porque eu não vou deixar minha mãe ser esquecida. O laudo não é o fim. Eu vou lutar até o último dia para que ele responda pelo que fez.”