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Educação

Desigualdade social ainda barra o acesso de crianças à educação infantil no Brasil

Estudo aponta que sete em cada dez crianças de baixa renda estão fora das creches e revela disparidades regionais, raciais e de gênero

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Desigualdade social ainda barra o acesso de crianças à educação infantil no Brasil
Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

As desigualdades socioeconômicas continuam sendo um dos principais entraves ao acesso à educação infantil no Brasil, sobretudo para crianças em situação de vulnerabilidade. A constatação faz parte de um estudo inédito que analisou dados do Cadastro Único (CadÚnico) e do Censo Escolar, com base em microdados de 2023, e revelou um cenário preocupante de exclusão já nos primeiros anos de vida.

De acordo com o levantamento, apenas 30% das cerca de 10 milhões de crianças de baixa renda na primeira infância cadastradas no CadÚnico frequentavam creches no fim de 2023. Na pré-escola, que é etapa obrigatória da educação básica, a taxa de matrícula entre crianças de 4 e 5 anos dessas famílias chegou a 72,5%, número ainda distante da universalização prevista em lei.

O cruzamento dos dados evidencia que a desigualdade começa cedo e se mantém ao longo da trajetória educacional. O CadÚnico reúne informações socioeconômicas de famílias de baixa renda, enquanto o Censo Escolar é a principal base estatística da educação básica no país, com dados sobre matrículas, infraestrutura e profissionais da educação.


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