A denúncia de agressões sofridas por uma aluna de 12 anos, estudante do 7º ano da Escola Estadual Professor Rafael Rueda, no bairro Pedra 90, em Cuiabá, mobiliza a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O episódio ocorreu em 27 de novembro, mas só ganhou visibilidade nesta semana, após a irmã da vítima registrar boletim de ocorrência na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).
Segundo o relato apresentado à polícia, a menina teria sido espancada por colegas dentro da escola em razão de sua crença religiosa. A ocorrência foi registrada pelos crimes de lesão corporal, intolerância religiosa, bullying e cyberbullying.
Desde o ataque, a estudante não retornou às atividades regulares. Nesta quarta-feira (10), ela precisou ir ao colégio apenas para realizar provas e, conforme a família, deixou o prédio chorando e temendo ser novamente alvo de agressões.
Em nota, a Seduc informou que tomou conhecimento da situação logo após o fato e que, junto à Diretoria Metropolitana de Educação, adotou medidas imediatas dentro da unidade escolar. O Núcleo de Mediação Escolar reforçou que atua continuamente na prevenção e combate a todas as formas de violência no ambiente educacional, incluindo racismo, bullying e intolerância religiosa. Sempre que há sinais de atos infracionais, os casos são encaminhados às autoridades competentes.
A pasta reiterou, ainda, o compromisso de garantir um ambiente escolar seguro, inclusivo e livre de discriminações, mantendo protocolos de enfrentamento para situações de violência envolvendo estudantes.