Mulheres e representantes de diversos coletivos sociais se reuniram na tarde deste sábado (6), na Praça Santos Dumont, em Cuiabá, para integrar o ato nacional organizado pelo movimento “Levante Mulheres Vivas”. A mobilização, realizada simultaneamente em várias cidades do país, teve como foco denunciar o aumento da violência doméstica, das agressões de gênero e dos casos de feminicídio.
Entre as mulheres que estiveram à frente da mobilização, marcaram presença a pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, e as suplentes de deputadas Edna Sampaio e Sheila Klener. Elas ressaltaram que somente políticas públicas consistentes e ações contínuas podem oferecer proteção real às mulheres e combater a violência de gênero que persiste no país.
As participantes também mencionaram a ausência de parlamentares mulheres de Cuiabá no ato, ressaltando que o enfrentamento à violência deve estar acima de divergências ideológicas. Para o movimento, “a violência contra a mulher não tem lado político e exige um esforço conjunto e permanente”.
Os indicadores recentes reforçam o clima de urgência. Em 2025, o Brasil já ultrapassou a marca de mil feminicídios, uma média de quatro vítimas por dia, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em Mato Grosso, o cenário também é grave: 51 mulheres foram mortas entre janeiro e novembro, classificadas como feminicídio.
Ao longo da mobilização, faixas, falas públicas e intervenções simbólicas deram visibilidade ao tema e pressionaram autoridades a adotar medidas mais firmes e rápidas para conter a escalada da violência e assegurar que mulheres vivam com dignidade e segurança.