A Polícia Civil investiga denúncias feitas por três estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) contra o maestro e professor doutor Oliver Yoshio Umeda Yatsugafu, da Faculdade de Comunicação e Artes. Ele é suspeito de praticar assédio sexual, assédio moral, difamação, calúnia e perseguição dentro do ambiente acadêmico. As acusações vieram a público após o registro de dois boletins de ocorrência nesta semana, na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá.
O primeiro registro foi feito por uma estudante de 21 anos. Ela afirmou que o docente, de 35 anos, teria assumido uma postura “possessiva” e feito aproximações de teor sexual em mais de uma oportunidade, mesmo sem existir qualquer vínculo entre eles além da rotina acadêmica. O caso foi formalizado como assédio sexual.
No dia seguinte, outras duas universitárias, de 23 e 39 anos, procuraram a polícia após relatarem que foram assediadas durante uma conversa antes de um ensaio da orquestra sob regência do professor. Segundo elas, houve tentativa de contato físico, intimidação e assédio moral. As duas disseram ter se afastado e buscado esconderijo para evitar novas investidas. O boletim também inclui acusações de perseguição, calúnia e difamação.
Em nota pública, a UFMT reforçou que repudia qualquer prática de assédio e afirmou que adota providências imediatas sempre que toma conhecimento de denúncias. Entre as medidas mencionadas estão o afastamento preventivo, a abertura de procedimentos internos, apoio psicossocial às vítimas e reorganização das atividades para impedir contato entre os envolvidos.
A universidade também declarou que sanções administrativas poderão ser aplicadas caso os fatos sejam confirmados e destacou que seguirá colaborando com a Polícia Civil durante a investigação.
A corporação confirmou o recebimento das ocorrências, mas não detalhou os próximos passos do inquérito.
Nota da UFMT
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reiterou que mantém como princípio central a construção de um ambiente acadêmico, artístico e profissional baseado no respeito, na ética e na dignidade humana. A instituição reforçou ainda seu compromisso com a proteção das mulheres, a promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento a qualquer forma de assédio.
Segundo a universidade, sempre que surge uma denúncia envolvendo esse tipo de conduta, a administração adota providências imediatas, como afastamentos preventivos e a abertura de procedimentos internos de apuração, seguindo o que determina a legislação em vigor.
A Reitoria informou que, diante das denúncias recentes, foram colocadas em prática medidas de proteção às pessoas envolvidas. Entre elas, estão o apoio psicossocial oferecido pela instituição e a reorganização das atividades acadêmicas, com o objetivo de impedir que vítimas e denunciado tenham contato durante as investigações.
A UFMT destacou que suas políticas institucionais priorizam o acolhimento e a prevenção, fortalecendo parcerias com órgãos de proteção e garantindo que as denúncias sejam tratadas com seriedade, rapidez e respeito absoluto às vítimas.
A instituição afirmou também que, caso as apurações internas ou decisões judiciais confirmem as denúncias, serão aplicadas todas as sanções administrativas previstas nas normas institucionais e na legislação pertinente. A universidade reforçou que não tolera práticas de assédio e que todas as etapas do processo seguirão critérios de legalidade, responsabilidade e proteção às vítimas.
Por fim, a UFMT declarou que segue colaborando com as autoridades e reafirmou seu compromisso em assegurar um ambiente seguro, acolhedor e livre de assédio, garantindo a responsabilização sempre que houver comprovação de irregularidades.