O Brasil perde hoje, 13 de maio de 2025, um de seus maiores ícones espirituais. Divaldo Pereira Franco, médium, orador e escritor, faleceu aos 98 anos, em Salvador, após uma longa batalha contra um câncer na bexiga. O óbito foi constatado às 21h45, em sua residência, localizada na sede da Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, onde ele recebia cuidados médicos em regime de home care. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, consequência do câncer.
Natural de Feira de Santana, na Bahia, Divaldo Franco iniciou sua trajetória mediúnica ainda na infância. Filho caçula de 12 irmãos, ele enfrentou dificuldades no início devido à incompreensão de sua família em relação às suas visões espirituais. Durante a infância, ele chegou a ser criticado e até agredido por seus pais, que consideravam suas experiências como "demoníacas". Mas, com o tempo, a mediunidade de Divaldo foi se consolidando, e ele se tornou um dos maiores nomes do espiritismo no Brasil e no mundo.
Além de sua atuação na Mansão do Caminho, Divaldo Franco escreveu mais de 250 livros, muitos deles psicografados de espíritos que lhe transmitiam ensinamentos sobre a vida após a morte, reencarnação e a importância do amor e da caridade. Ele também foi um dos maiores oradores espíritas do Brasil, realizando palestras por todo o país e no exterior, onde tocava multidões com sua sabedoria, sensibilidade e capacidade de transformar corações.
A luta contra o câncer e os últimos momentos
Divaldo Franco vinha tratando de um câncer na bexiga desde novembro de 2024, quando foi diagnosticado com a doença durante uma internação por problemas urinários. O tratamento, que consistiu em sessões de radioterapia e pequenas doses de quimioterapia, foi realizado em Salvador, e o médium continuou com acompanhamento de profissionais de saúde, além de manter sua rotina na Mansão do Caminho.
Em fevereiro de 2025, ele foi novamente internado, dessa vez para tratar uma infecção urinária, mas rapidamente se recuperou e voltou para casa. Durante todo esse período, Divaldo permaneceu em contato com seus seguidores e continuou a cumprir sua missão de divulgar a doutrina espírita, com apoio de uma equipe de homecare que o acompanhava.
Infelizmente, a doença se agravou, e na noite desta terça-feira (13), Divaldo Franco veio a falecer, após falência múltipla dos órgãos. Ele estava cercado de familiares e amigos em seus últimos momentos.
O legado de Divaldo Franco
A morte de Divaldo Franco deixa uma lacuna imensa no movimento espírita e em todos que foram tocados por sua obra. Ao longo de sua vida, Divaldo se dedicou integralmente à caridade, à educação e ao bem-estar dos mais necessitados. Sua Mansão do Caminho, que atende até hoje milhares de crianças e famílias carentes, continuará sendo o legado mais visível de sua obra.
Além disso, seus ensinamentos, registrados em mais de 250 livros e em centenas de palestras, seguirão iluminando aqueles que buscam paz, conforto e compreensão sobre a vida espiritual. Divaldo também era conhecido por sua capacidade de inspirar pessoas ao redor do mundo, não só como médium, mas como um verdadeiro líder espiritual, cuja missão foi sempre a de promover a transformação moral e espiritual das pessoas.
Homenagens e despedidas
A partir de quarta-feira (14), das 9h às 20h, um ato aberto ao público será realizado no ginásio de esportes da Mansão do Caminho, em Salvador, para que amigos, seguidores e admiradores possam prestar suas últimas homenagens. De acordo com o desejo de Divaldo, as cerimônias póstumas serão de curta duração, sem cortejo e com o caixão fechado.
O sepultamento ocorrerá às 10h de quinta-feira (15), no Cemitério Bosque da Paz, também em Salvador.
Divaldo Franco não deixou filhos biológicos, mas foi considerado pai de cerca de 685 pessoas que acolheu e instruiu ao longo de sua vida, transformando suas vidas com os princípios da caridade e do amor fraternal. Seu legado será eternamente lembrado por aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer seu trabalho e sua mensagem.