A Justiça de Mato Grosso intimou a defesa de Larissa Karolina da Silva Moreira a se manifestar em até cinco dias sobre a suspeita de violação de seu monitoramento eletrônico. A decisão foi assinada pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
Segundo os autos, a tornozeleira usada pela investigada teria sido rompida no dia 17 de agosto, por volta das 17h45. Diante do registro, a magistrada determinou que a Central de Monitoramento forneça informações detalhadas sobre o equipamento e destacou a necessidade de oportunizar o contraditório antes da aplicação de medidas mais rígidas.
Larissa responde a processo por maus-tratos que resultaram na morte de gatos. Ela foi presa em junho deste ano, junto ao namorado, durante investigação da Delegacia de Meio Ambiente. Três animais mortos foram encontrados em área de mata próxima à casa da jovem.
Um laudo da Politec apontou indícios de agressões em um dos gatos localizados, incluindo lesões graves na cabeça e sinais de trauma na região perianal, além de um plástico amarrado ao pescoço. Imagens de câmeras de segurança reforçam a investigação, mostrando a acusada deixando a residência com uma sacola onde estaria um dos animais mortos.
O namorado foi liberado ainda no dia da prisão, por falta de provas, enquanto Larissa permaneceu detida até 25 de julho. Na ocasião, a prisão preventiva foi relaxada, mediante uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, restrições de deslocamento e obrigação de comunicar mudanças de endereço.