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Idade como Filtro de Exclusão: quando empresas descartam experiência por preconceito

Visão conjunta de uma magistrada e de uma advogada: pela dignidade sem prazo de validade no mercado de trabalho

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Idade como Filtro de Exclusão: quando empresas descartam experiência por preconceito
Imagem: Arquivo Pessoal

A discriminação por idade não é fenômeno periférico. Ela molda decisões econômicas, políticas empresariais e práticas institucionais, especialmente no mercado de trabalho, onde a idade se converte em filtro silencioso de permanência e acesso, frequentemente disfarçado sob o discurso da modernização ou da eficiência.

Trabalhadores mais velhos são rotulados como menos adaptáveis ou mais onerosos, não por incapacidade real, mas porque o sistema prefere substituir a investir. A experiência, que deveria ser ativo estratégico, transforma-se em obstáculo. O resultado é exclusão apresentada como reestruturação.

A desigualdade se agrava sob o recorte de gênero. Mulheres sofrem esse processo mais cedo e com maior intensidade. Enquanto o envelhecimento masculino costuma evocar autoridade e maturidade, o feminino é frequentemente associado à perda de relevância. Barreiras surgem já a partir dos 40 anos, agravadas por interrupções na trajetória profissional decorrentes de responsabilidades de cuidado, ônus que ainda recai majoritariamente sobre elas.


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