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Mulheres decidem eleições, mas minoria chega ao poder

Mulheres decidem eleições, mas minoria chega ao poder
Imagem: Divulgação / Reprodução

Neste 3 de novembro de 2025, o Brasil celebra os 95 anos da aprovação, pelo Senado, do projeto que instituiu o voto feminino no Brasil. Essa conquista histórica rompeu uma das mais profundas barreiras da vida pública brasileira, a que mantinha metade da população afastada das decisões políticas.Passados 95 anos, porém, persiste a pergunta que atravessa gerações: essa vitória se traduziu, de fato, em igualdade nos espaços de poder?

Como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, me deparo com uma realidade preocupante: nossa Casa conta com apenas uma deputada estadual, Janaína Riva. No Congresso Nacional, temos igualmente uma única representante do Estado, Gisela Simona, suplente que assumiu uma vaga na Câmara dos Deputados.

Apenas duas mulheres, em um Estado onde representam a maioria da população e do eleitorado.
O retrocesso se acentua. As eleições de 2024 revelam dados preocupantes: apenas 13 mulheres foram eleitas prefeitas em Mato Grosso, o que representa 9,22% dos 142 municípios do Estado. Em 2020, haviam sido eleitas 15. Das 13 atuais, nove foram reeleitas — ou seja, apenas quatro novas mulheres chegaram ao comando do Executivo municipal.


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