A previdência dos militares pode entrar nas medidas previstas pelo governo federal em um pacote que deve ser anunciado com corte de gastos, em discussão nas últimas semanas. O Ministério da Defesa deve entrar nos debates, que já estudaram alterações em benefícios sociais, como o Bolsa Família.
Segundo informações, a cúpula das Forças Armadas teria sinalizado para integrantes do alto escalonamento do governo Lula que "mudanças pontuais" poderiam ser discutidas. Dentre as alterações propostas estão o fim da pensão para as famílias de militares expulsos das fileiras por mau comportamento e crimes, além do fim da pensão vitalícia para as filhas solteiras de militares.
A economia prevista com essas mudanças, poderia girar em torno de R$ 6 bilhões. Essa proposta vem após um alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) em junho, que apontou a necessidade de mudanças no sistema de previdência dos militares. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também defendeu essa alteração.
No entanto, os comandantes das Forças Armadas têm se mostrado resistentes a essas mudanças. Um grupo de trabalho com membros da Aeronáutica, Marinha e do Exército foi criado em agosto para debater o tema, mas até o momento não houve avanços nas discussões.
O Ministério da Defesa, comandado por José Múcio Monteiro, está na mira do pacote de corte de gastos, que está em análise pela equipe econômica do governo. Isso porque o orçamento da massa é o quinto maior da Esplanada, perdendo apenas para áreas sociais como Previdência, Desenvolvimento Social, Saúde e Educação.
A proposta de orçamento do governo para 2025 prevê R$ 133,6 bilhões para o Ministério da Defesa. A medida busca garantir que as metas fiscais dos próximos anos sejam cumpridas e que a compensação do mercado seja alcançada.