A balança comercial brasileira fechou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, puxado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações que somaram US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas alcançaram US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior chegaram a US$ 5,9 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.
Na comparação das médias diárias, as exportações até a segunda semana de janeiro deste ano cresceram 43,8% em relação ao mesmo período de 2025, passando de US$ 1,154 bilhão para US$ 1,7 bilhão. Já as importações registraram queda de 7,0%, com média diária de US$ 974,86 milhões, ante US$ 1 bilhão em janeiro do ano passado.
Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu média diária de US$ 2,635 bilhões até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo comercial diário ficou em US$ 685,61 milhões, representando avanço de 19,6% na comparação com janeiro de 2025.
Os dados fazem parte do boletim preliminar parcial da balança comercial e foram divulgados nesta segunda-feira (12) pela Secretaria de Comércio Exterior, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Desempenho por setor
Pelo lado das exportações, o acumulado até a segunda semana de janeiro de 2026 mostra crescimento expressivo em todos os grandes setores. A Agropecuária teve aumento médio diário de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%. Na Indústria Extrativa, o avanço foi ainda mais significativo, com crescimento de US$ 274,11 milhões, equivalente a 82,3%. Já a Indústria de Transformação registrou expansão de US$ 173,41 milhões, alta de 27,0%.
Nas importações, o movimento foi de retração. A Agropecuária apresentou queda média diária de US$ 7,32 milhões (-26,2%), a Indústria Extrativa recuou US$ 17,37 milhões (-34,6%) e a Indústria de Transformação teve redução de US$ 44,64 milhões, o que representa baixa de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado reforça o bom início de ano do comércio exterior brasileiro, sustentado pelo forte desempenho das exportações e pelo controle no ritmo das importações.
*Com informações Agência Gov