O setor de serviços no Brasil registrou leve alta de 0,1% em maio de 2025 frente a abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Esse é o quarto mês seguido de crescimento, acumulando ganho de 1,6% no período. O principal destaque do mês veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que apresentaram elevação de 0,9%.
Com esse desempenho, o setor iguala o maior patamar da série histórica, registrado anteriormente em outubro de 2024. “De lá para cá, os níveis se mantêm próximos ao pico. O maior afastamento foi em janeiro deste ano, quando houve recuo de 1,7% em relação a outubro”, explica Rodrigo Lobo, analista da pesquisa.
Entre os serviços profissionais, o avanço foi puxado por segmentos como agenciamento de espaços publicitários, serviços de engenharia e intermediação de negócios por meio de plataformas digitais. Outros ramos também tiveram crescimento em maio, como os “outros serviços” (1,5%), que recuperaram parte das perdas do mês anterior, e o setor de informação e comunicação (0,4%), com segundo avanço seguido.
Por outro lado, os transportes (-0,3%) e os serviços prestados às famílias (-0,6%) apresentaram queda. “Apesar do recuo nos transportes, o impacto foi limitado. As perdas mais notáveis ocorreram na logística e no transporte marítimo, tanto de cabotagem quanto de longo curso”, detalha Lobo. O segmento ainda acumula alta de 3,1% entre fevereiro e abril.
No acumulado do ano (janeiro a maio), o setor de serviços avançou 2,5% frente ao mesmo período de 2024. Em 12 meses, o ritmo de crescimento acelerou, passando de 2,7% em abril para 3,0% em maio.
Transporte de passageiros avança, mas cargas recuam
Em maio, o transporte de passageiros cresceu 3,3% na comparação com abril, completando quatro meses seguidos de alta e acumulando 11,4% no período. O segmento está 9,4% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 16% abaixo do recorde registrado em fevereiro de 2014.
Já o transporte de cargas caiu 0,5%, registrando sua segunda retração consecutiva. A perda acumulada nesses dois meses foi de 0,7%. Ainda assim, o segmento segue 34,4% acima do patamar de fevereiro de 2020.
Desempenho regional
Na análise por unidades da federação, apenas 9 dos 27 estados apresentaram crescimento no volume de serviços em maio. Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (0,8%) e Rio de Janeiro (1,8%). Em São Paulo, os destaques foram os serviços financeiros auxiliares, de TI e transporte rodoviário de cargas. Já no Rio, houve expansão no transporte aéreo, logística e transporte público municipal.
Na comparação anual (maio de 2025 vs. maio de 2024), o setor teve expansão de 3,6%, com resultado positivo em 21 estados. As contribuições mais relevantes vieram de São Paulo (5,6%), Santa Catarina (5,7%) e Distrito Federal (4,9%). Por outro lado, o Rio Grande do Sul apresentou o pior desempenho, com retração de 9,2%, seguido por Tocantins (-5,7%) e Bahia (-0,9%).
Turismo tem queda pontual, mas mantém tendência de alta
O índice de atividades turísticas recuou 0,7% em maio, após alta de 3,2% em abril. Mesmo com essa leve queda, o segmento continua 12,4% acima do nível pré-pandemia e apenas 1,1% abaixo de seu recorde histórico, alcançado em dezembro de 2024.
Entre os estados, 9 das 17 localidades pesquisadas registraram retração, com São Paulo (-2,7%) e Pernambuco (-3,3%) liderando as perdas. Em contrapartida, Rio de Janeiro (2,3%) e Paraná (2,6%) tiveram as maiores altas no mês.
Na comparação anual, o turismo cresceu 9,5%, impulsionado pelo aumento da receita em empresas de transporte aéreo, hotéis, serviços de bufê e reservas. O Rio Grande do Sul teve o maior crescimento anual (49,8%), seguido por Bahia (12,5%) e Paraná (10,6%). Minas Gerais foi a única unidade a registrar retração (-1,7%).
Sobre a pesquisa
A PMS acompanha mensalmente o desempenho do setor de serviços, medindo a receita bruta das empresas formais com 20 ou mais empregados em atividades não financeiras (exceto saúde e educação). A próxima divulgação, referente a junho, está prevista para o dia 14 de agosto.