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Mato Grosso

Universidade cria "seguro de vida" para o mamão brasileiro e busca romper dependência de Taiwan

Pesquisadores em Tangará da Serra utilizam o melhoramento genético, associado a marcadores moleculares para desenvolver nova cultivar de mamão; sementes atuais no Brasil têm tecnologia defasada de 1970

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Imagem: Unemat

O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, mas caminha sobre um "gelo fino" genético. Quase toda a produção nacional do grupo Formosa depende de sementes importadas de Taiwan, baseadas em linhagens desenvolvidas há mais de 50 anos. Para romper essa vulnerabilidade e garantir a soberania alimentar, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lidera um robusto programa de melhoramento genético no Câmpus Universitário de Tangará da Serra.

O projeto, coordenado pelo professor Willian Krause, não busca apenas uma nova fruta, mas um modelo biológico de alta performance. "O uso de poucas cultivares limita a variabilidade e deixa a lavoura exposta a pragas. Estamos criando novas populações para oferecer ao produtor uma planta adaptada ao nosso clima, com frutos mais doces e resistentes", explica o pesquisador.

Foto: Rayla Nemis de Souza (melhorada por IA)


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