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Dezembro Vermelho, a luta que Mato Grosso precisa abraçar

Dezembro Vermelho, a luta que Mato Grosso precisa abraçar
Imagem: Rodrigo Prates

O mês de dezembro carrega uma data que não pode passar despercebida: o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado no dia 1º. A campanha Dezembro Vermelho, instituída pela Lei Federal nº 13.504/2017, mobiliza o país na luta contra o HIV, a Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Mas essa luta não é apenas sobre números ou estatísticas. É, acima de tudo, sobre vidas ceifadas e marcadas pela dor do preconceito e pela agonia da falta de acesso ao tratamento.

Nos anos 1980 e 1990, o diagnóstico de HIV era uma sentença de morte. Não havia medicamentos, não havia esperança. Milhares de brasileiros morreram sem ter a chance de lutar pela vida. Morreram sozinhos, escondidos, envergonhados por uma doença que carregava o peso do estigma social.

Entre esses brasileiros estava Herbert de Souza, o Betinho. Sociólogo, ativista dos direitos humanos, criador da histórica Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria. Betinho era hemofílico (Distúrbio genético e hereditário que afeta a capacidade do corpo de coagular o sangue) e contraiu o vírus HIV nas constantes transfusões de sangue necessárias para tratar sua condição. Seus dois irmãos, o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, também hemofílicos, tiveram o mesmo destino trágico. Os três morreram em decorrência da Aids.


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