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Saúde

Nova diretriz redefine tratamento da obesidade e inclui risco cardiovascular na avaliação

Sociedades médicas orientam cálculo individual de risco, indicam metas de emagrecimento e validam uso de semaglutida e tirzepatida no combate a doenças do coração.

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Nova diretriz redefine tratamento da obesidade e inclui risco cardiovascular na avaliação
Imagem: Freepik

A partir de agora, o tratamento da obesidade no Brasil não será definido apenas pelo índice de massa corporal (IMC). Uma diretriz inédita, publicada nesta sexta-feira (19) por cinco sociedades médicas, propõe que cada paciente seja avaliado também pelo risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência cardíaca, nos próximos dez anos.

A principal novidade é a recomendação do uso do escore PREVENT, ferramenta que calcula a probabilidade de eventos cardiovasculares e orienta a conduta médica. O documento estabelece metas claras de perda de peso e legitima o uso de medicamentos como semaglutida (Ozempic/Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) não só para emagrecimento, mas também para prevenção cardíaca.

“O IMC continua relevante, mas não pode ser o único critério. Agora, todo paciente com obesidade deve ser classificado segundo o risco cardiovascular”, explica a endocrinologista Cynthia Valério, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e uma das autoras do documento.


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