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Saúde

Esperança e dúvidas: remédio aprovado contra Alzheimer divide especialistas

Tratamento com donanemabe custa caro, não está no SUS e só mostra resultados em parte dos pacientes.

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Esperança e dúvidas: remédio aprovado contra Alzheimer divide especialistas
Imagem: Freepik

A aprovação do donanemabe pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em abril deste ano, trouxe esperança a pacientes e familiares que convivem com o Alzheimer. O medicamento, indicado para fases iniciais da doença, pode retardar a progressão dos sintomas em parte dos casos. Entretanto, o alto custo e a eficácia restrita ainda dividem a comunidade médica.

O que é o donanemabe

Comercializado sob o nome de Kisunla, o remédio é um anticorpo monoclonal que tem como alvo a proteína beta-amiloide, substância que se acumula nos neurônios e está relacionada à perda de memória. Estudos apontam que o tratamento pode reduzir em até 30% a velocidade da progressão dos sintomas, mas não representa uma cura.

O preço é considerado proibitivo: estima-se entre R$ 30 mil e R$ 35 mil por mês, sem cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Não é um remédio milagroso. Ele apenas retarda sintomas que são inevitáveis, com ou sem tratamento”, destacou o neurocirurgião Edson Amâncio, em entrevista ao podcast Bem-Estar.


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