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Meio Ambiente

Pesquisa avalia substâncias orgânicas como alternativa promissora no combate à mancha angular do algodoeiro

O Brasil é líder mundial nas exportações de plumas, sendo Mato Grosso responsável por 70% da produção sustentável

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Pesquisa avalia substâncias orgânicas como alternativa promissora no combate à mancha angular do algodoeiro
Imagem: Arquivo/Pesquisadora

A cotonicultura brasileira tem crescido significativamente e desempenha um papel essencial na economia do país, fornecendo matéria-prima para a indústria têxtil, assumindo a liderança mundial nas exportações em 2024 com uma produção sustentável recorde de 3,7 milhões de toneladas, sendo 70% da pluma produzida em Mato Grosso, segundo os dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

No entanto, a produção enfrenta desafios constantes, como a mancha angular do algodoeiro, uma doença causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum (Xam). Essa praga pode comprometer gravemente a produtividade, causando lesões nas folhas que levam à perda da plantação. O uso de fungicidas cúpricos, uma das formas mais comuns de controle, apresenta limitações, já que apenas retardam a doença e não eliminam a bactéria. Além disso, esses produtos podem ter alto custo operacional e impactos ambientais adversos.

Com isso, pesquisadores de Mato Grosso têm investigado novas soluções mais eficazes e sustentáveis, e uma das estratégias promissoras envolve o uso de substâncias orgânicas, conhecidas como chalconas. Esses compostos químicos pertencem à classe dos flavonoides e possuem propriedades farmacológicas diversas, incluindo atividades antimicrobianas, antioxidantes, anticancerígenas e antiparasitárias. Estudos recentes indicam que as chalconas podem atuar contra a bactéria Xam, tornando-se uma alternativa viável ao combate da mancha angular.


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