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Agronegócio

Pulses ganham força como terceira safra e prometem rentabilidade maior que milho e soja em MT

Com apoio à diversificação e abertura de mercado com a China, estado amplia cultivo de gergelim, chia e amendoim como alternativas mais lucrativas

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Pulses ganham força como terceira safra e prometem rentabilidade maior que milho e soja em MT
Imagem: Assessoria/Sedec

A diversificação das lavouras em Mato Grosso ganha um novo capítulo com o avanço dos pulses — grupo de grãos especiais que inclui gergelim, chia, feijões especiais, amendoim e até variedades menos conhecidas, como o mungo verde e o mungo preto.

Segundo dados apresentados pelo IBGE na Reunião de Estatísticas Agropecuárias (Reagro), a tendência de cultivo como segunda ou terceira safra vem crescendo graças à alta rentabilidade, ao menor risco climático e à forte demanda no mercado externo.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Feijões, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Hugo Garcia, o impulso para o aumento de área e de produção do gergelim vem da recente abertura do mercado chinês, resultado também das articulações entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Além disso, ele destaca a vocação exportadora e afirma que os pulses têm se mostrado mais rentáveis que o milho segunda safra em determinadas regiões, com contratos fechados antecipadamente e maior segurança para o produtor.

“O gergelim hoje é economicamente viável e tem proporcionado lucros maiores. Estamos falando de uma cultura que já começa a rivalizar com a soja, o milho e o algodão. Este ano, com certeza, o gergelim e alguns pulses terão mais rentabilidade do que o milho de segunda safra, pois são contratos fechados, é um produto que está oferecendo segurança econômica, o produtor já sabe quanto vai receber, então isso é muito interessante”, afirma.

“Ainda temos uma pequena quantidade de área irrigada, em torno de 235 mil hectares, mas há expectativa de chegarmos de 8 a 10 milhões de hectares irrigados. Quando isso acontecer, os pulses se tornarão uma das grandes culturas do estado, ao lado da soja, do milho e do algodão. A área plantada do amendoim está aumentando e acredito que deve ser ainda maior do que 12 mil hectares no próximo ano com a fábrica de beneficiamento instalada em Nova Ubiratã”, afirma o presidente da Aprofir.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressalta que, além dos recursos destinados ao estudo para identificar o potencial das águas subterrâneas e superficiais (rios, lagos), realizado pelo Instituto Mato-grossense de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigação (Imafir) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa e a Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, o Governo tem apoiado ativamente o desenvolvimento dos pulses.

“Temos uma política estadual de estímulo à diversificação, incluindo incentivos fiscais por meio do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso) e a atuação da Câmara Técnica de Feijão, Pulses e Grãos. Com planejamento e políticas públicas, criamos condições para que nossos produtores prosperem e conquistem o mundo”, afirma.

 


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