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Agronegócio

Piso do frete ameaça eficiência logística e competitividade do agro brasileiro

Aprosoja MT defende revisão urgente da metodologia adotada pela ANTT

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Piso do frete ameaça eficiência logística e competitividade do agro brasileiro
Imagem: Divulgação / Reprodução

A discussão sobre o piso mínimo do frete rodoviário voltou ao centro do debate no agronegócio mato-grossense. Na quinta-feira (22), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou preocupação com os impactos da política sobre a competitividade do setor, afirmando que a metodologia adotada atualmente não acompanha a realidade do mercado e eleva os custos logísticos, sobretudo em estados de grande produção agrícola.

Implantada em 2018 como resposta emergencial à paralisação dos caminhoneiros, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas permanece em vigor sem mudanças estruturais significativas. Para o setor produtivo, a ausência de modernização transformou uma medida provisória em um mecanismo permanente de distorções. A Aprosoja MT avalia que o tabelamento desrespeita princípios constitucionais, como a livre concorrência, a livre iniciativa e a formação livre de preços.

No campo da infraestrutura, a entidade chama atenção para um problema histórico da logística brasileira: a falta de capacidade de armazenagem. Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, menos da metade da produção consegue ser estocada, sendo que apenas parte desse volume pertence aos próprios produtores. Essa limitação força o escoamento concentrado no período de colheita, o que pressiona a demanda por frete e encarece o transporte.


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