A mineração vem ganhando protagonismo na economia de Mato Grosso e já desponta como uma das apostas estratégicas para o desenvolvimento do estado. A avaliação é do deputado Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ao apresentar o balanço das ações do Grupo de Trabalho (GT) da Mineração.
Criado para estruturar políticas públicas e fortalecer o setor de forma responsável, o GT tem atuado na construção de um ambiente regulatório mais moderno e seguro. Segundo o parlamentar, o foco é garantir oportunidades econômicas aliadas à preservação ambiental e à valorização de empreendedores de todos os portes.
Com agenda multidisciplinar, o grupo promove debates técnicos, articula destraves administrativos e mantém diálogo constante com órgãos públicos, cooperativas, pesquisadores e representantes da sociedade civil. Para Max Russi, esse conjunto de ações coloca Mato Grosso em posição de destaque no cenário nacional da mineração.
“O setor tem potencial para se tornar um novo motor econômico do estado, mas isso exige segurança jurídica, inovação, sustentabilidade e participação social”, ressaltou.
Avanços legislativos e institucionais
Entre os principais resultados está a criação da Lei Educa Mineração (Lei nº 12.727/2024), que instituiu a Semana Estadual da Campanha Educa Mineração. Realizada anualmente em maio, a iniciativa já promoveu ações em municípios como Cuiabá, Guarantã do Norte, Matupá e Peixoto de Azevedo, aproximando estudantes e a população das práticas sustentáveis do setor mineral.
O GT também atuou para esclarecer pontos da Resolução ANM nº 208/2025, que vinha gerando insegurança jurídica para garimpeiros e mineradores. Por meio de mediações e orientações técnicas, o grupo contribuiu para dar mais previsibilidade aos trabalhadores e investidores.
Outro avanço ocorreu no Vale do São Lourenço, onde articulações permitiram destravar concessões de lavra e impulsionar o turismo mineral. A mobilização resultou na criação da Associação dos Balneários do Vale do São Lourenço, voltada à regularização ambiental, qualificação e fortalecimento das atividades locais.
As ações envolveram ainda atuação conjunta com órgãos como ANM, Sema, Ministério Público e Sedec para acelerar processos administrativos considerados essenciais à continuidade de projetos minerais no estado.
Impacto econômico e foco na sustentabilidade
Idealizado pelo deputado, o GT também esteve à frente da consolidação das três edições do Expominério, que se tornaram vitrines do setor em Mato Grosso. Outro marco foi a aprovação da Lei nº 13.111/2025, que instituiu os Selos Mineral Social e Mineral Sustentável, reconhecendo empresas comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de governança.
Paralelamente, Max Russi tem representado o estado em feiras e eventos nacionais, ampliando a visibilidade de Mato Grosso e atraindo investimentos voltados à inovação e à mineração responsável.
Educação, pesquisa e transparência
Na área educacional, o Projeto Educa Mineração nas Escolas leva palestras, oficinas e visitas técnicas a estudantes da rede pública, com o objetivo de desmistificar a atividade mineral e mostrar sua importância no cotidiano da população.
A parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso, por meio da Faculdade de Engenharia de Minas e do Instituto de Geociências, também fortalece pesquisas e soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor.
Já o projeto Mineração na Mídia soma mais de 12 ações entre reportagens, entrevistas e artigos educativos, ampliando a transparência e qualificando o debate público sobre a atividade mineral.
Projeção para o futuro
Para o presidente da ALMT, o trabalho desenvolvido pelo GT comprova que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social. “Estamos preparando Mato Grosso para se consolidar como um novo polo da mineração no Brasil, com diálogo, transparência e políticas públicas sólidas”, concluiu Max Russi.