O governador Mauro Mendes, decidiu vetar integralmente o projeto de lei que concedia reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (1º), e rejeita o texto aprovado pela Assembleia Legislativa no dia 19 de novembro.
No documento de veto, Mendes afirmou ter utilizado as prerrogativas previstas na Constituição Estadual para barrar a proposta. O projeto alterava a Lei nº 8.814/2008 com o objetivo de atualizar valores das tabelas salariais e promover mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) do Poder Judiciário.
Segundo o governo, a decisão foi motivada pelo impacto financeiro da medida. O Executivo argumentou que a proposição aprovada pelo Legislativo não foi acompanhada das exigências legais necessárias, entre elas a apresentação de estimativa completa do impacto orçamentário nos exercícios futuros.
“Não obstante o caráter permanente da despesa, a aprovação da proposição não foi acompanhada do integral cumprimento das exigências fiscais e orçamentárias indispensáveis, notadamente: (i) estimativa atualizada do impacto orçamentário-financeiro no exercício de vigência e nos dois subsequentes”, diz trecho do veto.
A proposta foi apresentada pelo próprio TJ-MT e tramitou na Assembleia desde setembro. A votação enfrentou resistências, com três pedidos de vista e sessões marcadas por mobilização e protestos de servidores do Judiciário.
Mauro Mendes, desde que tomou conhecimento do projeto, vinha se posicionando contra a concessão do reajuste. O governador afirmou que a medida geraria impacto direto de R$ 1,6 bilhão na folha de pagamento e mais R$ 2 bilhões em despesas previdenciárias, além de criar precedentes para reivindicações semelhantes em outros Poderes.
Com o veto integral, caberá agora à Assembleia Legislativa decidir se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Para derrubada do veto, é necessária maioria absoluta dos deputados.